Motoristas que fazem transporte complementar no interior relatam dificuldades para renovar os cadastros junto à gestão estadual. O problema foi debatido em audiência pública da Comissão de Assuntos Municipais, realizada nesta quarta, na Alepe. Na avaliação de parlamentares e motoristas, a modalidade de transporte realizada por “loteiros” e “toyoteiros” pode voltar à clandestinidade se a renovação de cadastros não for retomada.
O relato dos motoristas é que os impasses começaram desde 2023, após a posse da governadora Raquel Lyra e a mudança da gestão na EPTI, Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal, responsável pela regulação do setor. Sem a renovação dos cadastros, os veículos ficam irregulares e são proibidos de rodar. Essa é a situação da maioria dos motoristas, segundo o presidente da Comissão Estadual de Cooperativas do Transporte Complementar, João Chaves, que também é vereador pelo PT do município de São Caetano, no Agreste Central.
“A dificuldade é que a EPTI não tem pessoas suficiente para fazer esse trabalho ou não estão querendo fazer esse trabalho de renovação de contrato para que a gente rode, possa levar o passageiro usuário com dignidade com toda a transparência e com toda a dignidade que as pessoas merecem. Nós queremos nos regulamentar novamente. Já somos regulamentados. Só queremos renovar o nosso contrato.”
Representantes do Governo do Estado foram convidados para o debate, mas não compareceram nem enviaram representantes. A ausência foi criticada pelo deputado Sileno Guedes, do PSB, que solicitou a audiência. “Na verdade o transporte alternativo complementar está sofrendo uma grande crise aqui em Pernambuco por omissão do Governo do Estado. A EPTI não está cumprindo o seu papel de dar seguimento aos contratos para que esse tipo de transporte possa funcionar dentro da legalização. Dessa forma demonstrando um desrespeito com a categoria e com essa Casa.”
Edson Vieira, do União, Mário Ricardo, do Republicanos, e Diogo Moraes, do PSB, também lamentaram a ausência da gestão estadual. Sileno Guedes anunciou um projeto de lei para assegurar a regulamentação do transporte complementar e informou que irá solicitar uma reunião com a direção da EPTI para discutir o tema.
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